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segunda-feira, 2 de março de 2009

Serviços para mulheres vítimas de violência na Segurança Pública do Rio Grande do Norte



Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher
Três delegacias de Atendimento à Mulher (Deam) foram inauguradas nos últimos três anos pelo Governo do Estado.
- Caicó, Parnamirim e Zona Norte de Natal
- A nova DEAM de Mossoró foi inaugurada em 2007. Foi construido um lindo e moderno prédio, onde a mesma funciona hoje.


O SOS Mulher – serviço criado em maio de 2004. O atendimento é feito através do 0800 281 2336, que presta serviços de orientação e denúncias das 8 às 18 horas, todos os dias da semana. Desde que foi criado, já recebeu mais de 6000 mil ligações.

Programa Porta da cidadania – Implantação de Núcleo de Apoio à Mulher e a Pessoa Idosa nas delegacias do interior do Estado. Três desses já estão concluídos nos municípios de Currais Novos, João câmara e Assu. Delegacias de outros 10 municípios pólos do Estado irão receber esse serviço. Com esses núcleos, as mulheres e idosos encontram nas delegacias atendimento com pessoal especializado em suas áreas.

Programa Mulheres pela Vida – Programa de capacitação de policiais e lideranças comunitárias para o enfrentamento da violência contra a mulher. De maio de 2004 – quando foi implantado – até hoje, já foram capacitadas mais de 3 mil pessoas de todo o Estado que receberam orientação de como lidar e ajudar as mulheres que sofrem violência.

domingo, 1 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher será comemorado na próxima semana


Em Natal, o Dia Internacional da Mulher será comemorado com diversas atividades no centro da cidade. No dia 4, haverá um seminário que vai discutir a plataforma política com as reivindicações dos movimentos de mulheres. No dia 5, será realizada uma caminhada saindo da Maternidade Januário Cicco, às 9h, e percorrendo as avenidas do centro da cidade.
http://www.natalpress.com/

Postado por Wagner Accioly às 10:14 0 comentários

Rossana Pinheiro: "As mulheres podem denunciar a violência que serão atendidas"







Rossana Roberta Pinheiro concedeu entrevista ao Potiguar Notícias e ao programa Cidade Aberta, da TV União, onde falou da situação da mulher no Rio Grande do Norte atualmente e da situação da Delegacia da Mulher de Parnamirim




Coordenadora Estadual do Centro de Direitos das Mulheres e das Minorias, ex-delegada da Mulher e uma das maiores autoridades do Estado em assuntos de combate à violência contra a mulher, Rossana Roberta Pinheiro concedeu entrevista ao Potiguar Notícias e ao programa Cidade Aberta, da TV União, onde falou da situação da mulher no Rio Grande do Norte atualmente e da situação da Delegacia da Mulher de Parnamirim, que teve de sair do prédio onde estava e ir para a 2ª DP do município. Confira a entrevista.




Potiguar Notícias: Qual a missão que a senhora tem frente ao desafio de proteção aos direitos das mulheres, sobretudo depois do advento da lei Maria da Penha?Rossana Pinheiro: Realmente este é um grande desafio, pois nós estamos com uma missão importante de formular e coordenar as atividades de segurança pública dirigida às mulheres, aos homossexuais e as pessoas com deficiência. Ou seja, pessoas que em razão de qualquer condição que seja tenham dificuldade de exercer a cidadania por que sofrem descriminação e tem dificuldade de ter acesso a segurança pública.




PN: Há uma gama de serviços oferecidos às mulheres, não?RP: Para isso, nós coordenamos o trabalho que é desenvolvido pelas delegacias de atendimento a mulher, coordenamos diretamente o SOS mulher (Disk-denúncia) e para a comunidade GLBT temos o disk-defesa homossexual (0800 281 1314). O diferencial do nosso serviço enquanto disk-denúncia é por que nós temos uma equipe extremamente profissional que dá suporte a tudo isto. Pois existem até casos e de cidadãos que foram buscar o poder público e lá sofreram outro tipo de preconceito ou até rejeição. O que é algo horrível, mas que infelizmente ainda acontece, e retrai bastante o nosso embate a impunidade ao próximo.




PN: Como se dá este serviço e como o usuário deve proceder frente a ele?RP: A porta de entrada do nosso serviço é realmente o nosso “0800”. Por exemplo, o nosso disk-denúncia homossexual, onde a pessoa faz a ligação e nos coloca que está com receio de chegar à delegacia, o que é natural na maioria das vezes, e que quer fazer a sua denuncia. A denúncia já é registrada de forma preliminar e em seguida é marcado um horário para que esta pessoa possa ter o atendimento necessário. E no interior do estado nos socorremos dos serviços de referência de assistência social, que nos dá uma interação com os delegados de polícia da região. Para que a pessoa que necessite tenha o atendimento digno e respeitoso que ela merece ter.




PN: Recentemente, nós percebemos uma mudança da sede da delegacia do centro de Parnamirim para a segunda DP em Nova Parnamirim, o que fez cair o atendimento em cerca de 90%. E a senhora esteve com o prefeito Maurício Marques negociando a volta desta delegacia para o centro da cidade. A senhora poderia nos dizer como está o encaminhamento?RP: Nós estivemos com o prefeito Maurício Marques, que nos recebeu muito bem e nos acenou positivamente para reatarmos nossa parceria que tínhamos com a gestão anterior. E nós estivemos esta semana com o secretário de segurança pública, que nos indagou a respeito da delegacia de Parnamirim, por que ele também deseja que ela saia do lugar onde está pois é um lugar de certa forma inadequado e é do interesse da segurança pública que a mulher tenha um lugar digno para ser recebida. Então nós estamos num processo de locação de um bom imóvel em Parnamirim e que seja adequado.




PN: Quais as dificuldades enfrentadas neste e em outros processos para acelerar a defesa da mulher?RP: Para que a gente possa dar andamento, existe uma burocracia nociva que acarreta em vários atrasos, mas que é necessária e que tem que acontecer, e nós lamentamos que tivesse acontecido esta queda no número de atendimentos, mas tudo irá voltar ao seu devido lugar. E finalizo dizendo a todas as mulheres que podem ligar e fazer sua denúncia para o 0800 281 2336 e também para a população GLBT que pode ligar para o numero dito anteriormente. Faça sua denúncia, peça ajuda que nós estamos ali para recebê-los.


http://www.potiguarnoticias.com.br/

Postado por Wagner Accioly às 19:12 0 comentários

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Pássaros Virtuais



Meu homem/mulher pássaro
De asas e plumagens delicadas
E audaciosas:
Que céus e cores desvendarás
Nesse universo de updates e scraps
Com os doces estrangeirismos
Que invadem os perfis virtuais,
porém tão reais
nos ensinando o maravilhoso verbo adicionar?
Podemos, sempre rejeitando as subtrações,
Somá-lo ao pazear (que o mundo tanto precisa)
Adicionando amigos e paz.
Deus abençoe seus vôos
E que de vez em quando você se tranforme
Em pássaro branco da paz
E me estenda suas mãos/asas
Para num canto uníssono
Cantarmos juntos um lindo canto de amor
à humanidade

Rossana Pinheiro

Adeus à Maria de Fátima



Hoje o dia amanheceu com olheiras profundas, lágrimas escorrendo na face e o olhar derrotado. Pálpebras pesadas de literal pesar, por dores acumuladas, e pela contrariedade de ver a vida violentamente ceifada da menina – mulher Maria de Fátima, filha da Praia da Redinha, que correndo em busca do refúgio sagrado foi dar seus últimos suspiros nos braços de Nossa Senhora dos Navegantes.Maria de Fátima, “Fata”, “Fatinha”, Maria, Mariinha, Fátima menina, saída de casa com doze pra treze anos de idade para morar com o homem-dono Raimundo, vinte anos mais velho e sem coração. Homem-dono que lhe roubou a infância e o sorriso, e que se dizendo marido, lhe deu precocemente filhos, responsabilidades e muitos dissabores. Ela teve com esse homem-dono momentos felizes? Talvez. Mas quem é ou quem era o verdadeiro dono da vida dessa menina de 23 anos que mal começou a compreender o mundo e já não vive? Quem se arvora ou se arvorou a se dizer dono e dispor da vida da menina fagueira, cheia de esperança, jovialidade, energia, desejos e sonhos, que apenas desabrochava e que talvez não estivesse feliz? Fátima, Fatinha, Maria, Mariinha, você trabalhava de dia, estudava de noite, queria uma vida diferente. Quem tinha o direito de destruir seus sonhos? Quem tinha o direito de ser dono de seus desejos? Quem tinha o direito de pensar que possuía desejos mais importantes que os seus e que poderia, sem nenhuma piedade, esmagá-los assim? Quem se atreveu a achar que tinha o direito de ferir-lhe o corpo, banhá-lo de medo e de sangue e roubar-lhe a única coisa que nenhuma de nós poderá lhe devolver? Fátima, Fatinha, Maria, Mariinha, nós estamos todas de luto por você, e por tantas outras nossas meninas que se foram assim como Edna, Roberta Cláudia, Silene, Andréia Rosângela. Um dia, talvez, nós as encontraremos em alguma dimensão, mas por enquanto ainda estamos aqui, onde continuaremos nessa luta sem tréguas pelos sonhos das que ficaram.
Natal, 12 de dezembro de 2007.
Rossana Pinheiro